sábado, 26 de setembro de 2026
SAÚDE

Saúde cardiovascular em São Paulo: hábitos que protegem o coração

Veja como adaptar a rotina em São Paulo para cuidar da saúde cardiovascular, controlar fatores de risco e reconhecer sinais que exigem atendimento médico.

Cuidar da saúde cardiovascular em São Paulo depende de hábitos que podem ser incorporados mesmo em uma rotina marcada por longos deslocamentos, trabalho, estresse e pouco tempo livre. Alimentação equilibrada, atividade física regular, acompanhamento médico e controle de fatores de risco ajudam a prevenir problemas como hipertensão, infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

O tema também é acompanhado por pesquisas sobre a saúde dos moradores da capital. A edição mais recente do Inquérito de Saúde da Cidade de São Paulo, o ISA-Capital, reúne informações sobre condições de saúde, hábitos de vida e uso dos serviços de saúde entre diferentes grupos da população.

Alimentação influencia o risco cardiovascular

Uma das medidas mais importantes é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, feijão e cereais. O consumo frequente de produtos ultraprocessados, excesso de sal, açúcar e gorduras saturadas pode contribuir para o aumento da pressão arterial, do colesterol e do peso corporal.

Na prática, o paulistano pode começar por mudanças simples: reduzir alimentos muito salgados, evitar o consumo rotineiro de embutidos e frituras, incluir vegetais nas refeições e observar o tamanho das porções. O Ministério da Saúde recomenda alimentação equilibrada como parte da prevenção e do controle da hipertensão.

Atividade física cabe na rotina

A falta de atividade física está associada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares. Caminhadas, deslocamentos a pé, uso de escadas, bicicleta, dança e exercícios orientados são alternativas que podem ajudar a reduzir o tempo sedentário.

Quem está parado há muito tempo deve começar gradualmente, respeitando a própria condição de saúde. Pessoas com doenças crônicas, sintomas durante o esforço ou histórico de problemas cardíacos devem conversar com um profissional de saúde antes de iniciar uma rotina de exercícios.

Pressão, colesterol e diabetes precisam de acompanhamento

Hipertensão, colesterol elevado, diabetes, obesidade e tabagismo são fatores que aumentam o risco cardiovascular. Muitos deles podem permanecer sem sintomas por anos, por isso a ausência de sinais não substitui consultas e exames indicados para cada faixa etária e condição clínica.

Manter as consultas de rotina, medir a pressão quando recomendado e seguir corretamente os tratamentos prescritos são atitudes importantes. Medicamentos não devem ser interrompidos ou ajustados por conta própria.

Parar de fumar é uma das medidas mais eficazes

O tabagismo prejudica os vasos sanguíneos e eleva o risco de doenças do coração e do cérebro. A interrupção do cigarro traz benefícios em qualquer idade. Quem deseja parar pode procurar uma unidade de saúde para receber orientação e conhecer as opções de acompanhamento disponíveis no SUS.

Quando procurar atendimento

Dor ou pressão no peito, falta de ar intensa, suor frio, desmaio, palpitações persistentes ou dor que se espalha para braço, costas, mandíbula ou pescoço exigem avaliação imediata. Sinais súbitos como dificuldade para falar, alteração em um lado do corpo, perda de equilíbrio ou assimetria no rosto também podem indicar AVC.

Em situações de emergência, a orientação é buscar atendimento imediatamente. A prevenção começa com pequenas mudanças, mas deve ser combinada com acompanhamento profissional, especialmente quando já existe diagnóstico de hipertensão, diabetes, colesterol alto ou doença cardíaca.

Fontes: Prefeitura de São Paulo, Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e Organização Mundial da Saúde.