A produção de alimentos no interior de São Paulo ocupa posição de destaque na agropecuária estadual. A diversidade de culturas e a distribuição das atividades por diferentes regiões fazem do território paulista um dos principais polos de produção agrícola do país.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em 2025, a cana-de-açúcar liderou o valor da produção agrícola paulista, seguida por laranja, café, soja, milho, tomate, amendoim, banana e limão. O conjunto evidencia a combinação entre lavouras voltadas à indústria, produtos destinados ao consumo direto e culturas associadas aos mercados interno e externo. (ibge.gov.br)
Diversidade marca a agricultura paulista
A força do interior não está concentrada em uma única cadeia produtiva. Regiões como Itapeva, Assis, Ourinhos, Itapetininga, Mogi Mirim, Jaboticabal, Ribeirão Preto, Marília e Presidente Prudente aparecem em levantamentos oficiais entre as áreas de maior participação em diferentes culturas.
Na soja, por exemplo, as regionais de Itapeva, Assis e Ourinhos reuniram 39,7% da produção estadual prevista para a safra 2025/26, segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA) e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI). O estudo estimou produção de 4,57 milhões de toneladas para o estado. (iea.agricultura.sp.gov.br)
O amendoim também tem forte presença no interior. São Paulo é apontado pelo IEA como o principal produtor nacional da cultura. Na safra 2025/26, as regionais de Jaboticabal, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Assis, Marília e Tupã concentraram mais de 60% da produção paulista estimada. (iea.agricultura.sp.gov.br)
Frutas e hortaliças abastecem mercados
A produção de alimentos frescos também se distribui por áreas específicas do estado. A banana tem concentração histórica na região de Registro, no Vale do Ribeira, que respondeu por 78,6% da produção paulista no acompanhamento de junho de 2026. A estimativa indicou quase 940 mil toneladas para a safra 2025/26. (iea.agricultura.sp.gov.br)
Na produção de tomate para consumo in natura, Itapeva aparece como principal área produtora, seguida por Mogi Mirim e Itapetininga. No levantamento de novembro de 2025, essas regiões somaram 82,8% da produção estadual prevista para a cultura. (iea.agricultura.sp.gov.br)
A mandioca para mesa, por sua vez, tem participação relevante de Mogi Mirim, Jaboticabal e Itapetininga. Já a mandioca destinada à indústria se concentra principalmente nas regiões de Presidente Venceslau, Ourinhos e Presidente Prudente. (iea.agricultura.sp.gov.br)
Impacto econômico e desafios
O Valor da Produção Agropecuária paulista alcançou R$ 174,60 bilhões em 2025, de acordo com o IEA. O indicador considera 52 produtos distribuídos em grupos como frutas frescas, grãos e fibras, olerícolas, produtos de origem animal e itens destinados à indústria. (iea.agricultura.sp.gov.br)
Os números mostram a dimensão econômica da atividade, mas também revelam diferenças entre as regiões. Cada cadeia depende de condições específicas de clima, logística, tecnologia, mão de obra, crédito e acesso a mercados. Por isso, a produção de alimentos no interior de São Paulo combina áreas de agricultura empresarial, propriedades familiares, agroindústrias e redes de comercialização.
Com presença em todos os 645 municípios paulistas, os levantamentos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento ajudam a acompanhar a área plantada, a produtividade e o volume produzido. A diversidade regional mantém o interior como um dos principais pilares do abastecimento e da economia rural do estado. (iea.agricultura.sp.gov.br)