sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Casa Guilherme de Almeida preserva memória do modernismo em São Paulo

A Casa Guilherme de Almeida, em São Paulo, funciona na antiga residência do escritor e reúne acervo ligado à literatura, ao modernismo brasileiro, à tradução e à história cultural paulista.

A Casa Guilherme de Almeida é um museu-casa dedicado à preservação da memória do poeta, tradutor, jornalista e advogado Guilherme de Almeida. Instalado na antiga residência do escritor, o espaço reúne obras de arte, livros, documentos, fotografias, móveis e objetos relacionados à trajetória do autor e de sua família.

Localizado na zona oeste de São Paulo, o museu foi inaugurado em 1979 e é vinculado à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. A gestão é realizada pelo Instituto Poiesis. A instituição é reconhecida como o primeiro museu-casa biográfico-literário da capital paulista. (servicos.sp.gov.br)

Residência preserva ambiente da vida do escritor

Guilherme de Almeida viveu no imóvel da Rua Macapá, 187, de 1946 até sua morte, em 1969, ao lado da esposa, Belkiss Barrozo de Almeida, conhecida como Baby, e do filho único, Guy. A configuração da casa permite ao visitante conhecer parte do ambiente doméstico e de trabalho do escritor, incluindo espaços associados à sua produção literária.

Embora tenha passado por adaptações para receber o público, o imóvel mantém elementos da antiga residência. Entre as intervenções realizadas estão a instalação de elevador, a adequação de áreas para atividades culturais e educativas e a criação de estrutura de acessibilidade. O edifício é tombado nas esferas municipal e estadual. (cadastro.museus.gov.br)

Acervo reúne modernismo, literatura e história paulista

O acervo da Casa Guilherme de Almeida inclui pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, mobiliário, objetos decorativos, documentos, fotografias e publicações raras. Parte das obras foi oferecida ao casal por artistas ligados ao modernismo brasileiro, como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Emiliano Di Cavalcanti, Lasar Segall e Victor Brecheret.

A coleção também permite observar aspectos do modo de viver da classe média paulistana em meados do século 20 e as redes de sociabilidade do período. A trajetória de Guilherme de Almeida se relaciona ainda a episódios marcantes da cultura e da história de São Paulo, como a Semana de Arte Moderna de 1922, a Revolução Constitucionalista de 1932 e as celebrações do Quarto Centenário da cidade, em 1954. (cultura.sp.gov.br)

Programação inclui tradução e cinema

Além da exposição do acervo, a Casa Guilherme de Almeida promove atividades ligadas à literatura traduzida, à formação de tradutores, ao cinema, ao teatro e ao jornalismo. A instituição mantém um centro de estudos voltado à tradução literária e desenvolve ações educativas, encontros, cursos, palestras e programas de pesquisa.

O museu também oferece oportunidades para pesquisadores interessados em estudar objetos, obras de arte, documentos e livros que pertenceram ao poeta e à sua esposa. Dessa forma, a casa funciona não apenas como espaço de visitação, mas também como centro de preservação e produção de conhecimento. (casaguilhermedealmeida.org.br)

Visitação

A entrada é gratuita. Segundo informações oficiais, o museu recebe visitantes de terça-feira a domingo, das 10h às 18h. A visitação individual não exige agendamento, enquanto grupos de até 40 pessoas devem solicitar reserva pelos canais institucionais. A Casa Guilherme de Almeida fica na Rua Macapá, 187, em São Paulo. (servicos.sp.gov.br)