sexta-feira, 25 de setembro de 2026
MANCHETES

São Paulo amplia espaços de convivência para moradores com parques e requalificação urbana

São Paulo amplia espaços de convivência por meio de novos parques, requalificação de áreas verdes e projetos urbanos voltados à circulação de pedestres, ao lazer e à participação dos moradores.

São Paulo amplia espaços de convivência para moradores por meio de novos parques, requalificação de áreas verdes e intervenções urbanas voltadas à circulação de pedestres, ao lazer e à permanência da população. As iniciativas estão distribuídas por diferentes regiões e incluem projetos no Centro, melhorias em parques municipais e ações de participação social.

Na avaliação da Prefeitura, a estratégia busca aproximar os moradores de áreas verdes e qualificar espaços públicos que já fazem parte da rotina da cidade. A proposta também pretende reduzir desigualdades no acesso a parques, praças e locais destinados ao descanso, à prática esportiva e à convivência comunitária.

Programa prevê requalificação de parques

Em 30 de março de 2026, a Prefeitura iniciou a segunda fase do Viva o Verde SP, desenvolvido em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, o ONU-Habitat.

Segundo o município, a primeira etapa avaliou mais de 100 parques urbanos entre 2022 e 2025. A nova fase prevê planos participativos de gestão para dez parques, avaliação de outros nove locais considerados prioritários e projetos de requalificação para seis espaços. Também estão previstas campanhas de educação ambiental em 19 parques.

A Prefeitura informa ainda que São Paulo tem 122 parques municipais e sete parques naturais. Desde 2021, 14 novos parques foram entregues. Até fevereiro de 2026, mais de 165 mil árvores haviam sido plantadas, de acordo com dados divulgados pelo governo municipal.

Centro recebe projetos para ampliar a permanência

No Centro, o Largo São Francisco será objeto de estudos e projetos de requalificação elaborados a partir de uma parceria entre a Prefeitura, a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, a Associação dos Antigos Alunos da instituição e a Fundação Arcadas.

A proposta inclui ampliação de calçadas, melhoria das travessias, acessibilidade universal, arborização, jardins de chuva, nova iluminação e revisão do mobiliário urbano. O projeto também deverá considerar as conexões do largo com a Praça da Sé, o Vale do Anhangabaú, a Praça da Bandeira, o Terminal Bandeira e as estações Sé e Anhangabaú do Metrô.

O acordo foi assinado em 11 de agosto de 2026. Antes disso, uma consulta pública realizada entre 17 de dezembro de 2025 e 14 de janeiro de 2026 reuniu mais de 2 mil contribuições de moradores, trabalhadores, estudantes e frequentadores da região. O prazo previsto para a elaboração dos estudos e projetos é de 180 dias após a emissão da ordem de início.

Intervenções em praças e ruas

Outra frente é o programa Centro Aberto, que transforma estruturas existentes para ampliar os usos dos espaços públicos. As unidades podem receber áreas sombreadas, cadeiras, mesas, equipamentos de ginástica, brinquedos e infraestrutura para apresentações.

O programa começou com intervenções na região central e, posteriormente, foi ampliado para outros pontos da cidade. A iniciativa considera que a diversificação das atividades pode estimular a presença de diferentes grupos, fortalecer o sentimento de pertencimento e melhorar a percepção de segurança.

Com a expansão de parques, praças qualificadas e áreas de permanência, São Paulo tenta consolidar uma política urbana que combine lazer, mobilidade, arborização e participação dos moradores. A efetividade das medidas, porém, dependerá da execução dos projetos, da manutenção dos espaços e da continuidade do acompanhamento público.