A terceira usina nuclear brasileira está entre os destinos previstos em um projeto que abre crédito de R$ 290 milhões no Orçamento de 2025. A proposta, encaminhada ao Congresso Nacional, inclui recursos para a continuidade das obras de Angra 3.
O texto ainda precisa cumprir a tramitação legislativa antes de os valores serem incorporados ao orçamento federal. A análise será feita no âmbito do Congresso, conforme o rito aplicável às alterações nas despesas previstas para o ano.
Recursos dependem de aprovação do Congresso
A abertura do crédito é apresentada em um projeto específico de alteração do Orçamento. A medida não representa, por si só, a liberação imediata dos recursos para a usina. O repasse depende da aprovação da proposta pelos parlamentares.
O projeto reúne despesas que deverão ser atendidas com a abertura do crédito de R$ 290 milhões. Entre as destinações está a construção de Angra 3, empreendimento que integra o programa nuclear brasileiro.
Enquanto a proposta estiver em análise, o valor permanecerá condicionado à conclusão do processo legislativo. A eventual execução orçamentária ocorrerá somente depois da autorização prevista no projeto e das etapas administrativas correspondentes.
Previsão para as obras de Angra 3
Angra 3 é a terceira unidade da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro. O projeto de crédito menciona a usina como uma das despesas que poderão receber recursos no Orçamento de 2025.
A previsão orçamentária está relacionada à continuidade das obras do empreendimento. O texto encaminhado ao Legislativo define o valor global do crédito, mas a destinação para Angra 3 está vinculada às condições estabelecidas na proposta.
A inclusão da usina no projeto leva ao Congresso a decisão sobre a autorização de recursos federais para essa finalidade. Até que a matéria seja aprovada, a previsão não altera, de forma automática, o orçamento disponível para a obra.
Tramitação orçamentária
Projetos que modificam o Orçamento da União são analisados pelo Congresso Nacional. O procedimento inclui a avaliação da proposta nas instâncias legislativas responsáveis pelo exame das matérias orçamentárias e, posteriormente, a deliberação dos parlamentares, conforme a tramitação definida para cada proposição.
No caso do crédito de R$ 290 milhões, a análise deverá considerar o conjunto das despesas incluídas no projeto. A votação é necessária para que a alteração orçamentária produza efeitos e permita a execução dos recursos previstos.
O valor destinado a Angra 3, portanto, não está separado do processo de aprovação do crédito. A autorização para a usina integra a mesma proposta que prevê a abertura dos recursos no Orçamento de 2025.
O que está previsto no projeto
O ponto central da proposta é a abertura de crédito no valor de R$ 290 milhões. Dentro desse montante, estão contemplados recursos para a continuidade da construção de Angra 3.
O projeto não equivale à conclusão da obra nem estabelece, por si só, uma nova data para o início ou o término da operação da usina. A matéria trata da previsão e da autorização orçamentária dos recursos indicados no texto.
Também não há, na apresentação da proposta, mudança automática no cronograma do empreendimento. Qualquer execução dependerá da aprovação do crédito e dos procedimentos necessários para a aplicação dos recursos.
Próximas etapas
A partir da análise no Congresso, os parlamentares deverão decidir sobre a abertura do crédito prevista no projeto. A aprovação é o passo necessário para incorporar os recursos ao Orçamento de 2025.
Se a proposta for aprovada, os valores poderão ser executados de acordo com a finalidade indicada no texto e com as regras orçamentárias aplicáveis. Até essa decisão, a quantia permanece como previsão submetida ao exame legislativo.
Para Angra 3, o projeto representa a inclusão de recursos para as obras da usina em uma alteração específica do orçamento federal. A continuidade do empreendimento, no entanto, permanece relacionada ao resultado da tramitação e à efetiva execução dos valores autorizados.
Fonte: Agência Câmara de Notícias.
Foto: Mauricio de Almeida/TV Brasil.







