sexta-feira, 25 de setembro de 2026
SAÚDE

Qualidade do ar na Região Metropolitana de São Paulo: como proteger a saúde

A qualidade do ar na Região Metropolitana de São Paulo pode variar conforme a concentração de poluentes e as condições meteorológicas. Saiba como acompanhar os índices e reduzir riscos à saúde.

A qualidade do ar na Região Metropolitana de São Paulo pode mudar ao longo do dia conforme a concentração de poluentes, a circulação de veículos, as atividades industriais e as condições meteorológicas. Em períodos de baixa umidade, pouca ventilação ou ausência de chuva, a dispersão de partículas pode ser prejudicada e aumentar o desconforto respiratório.

O acompanhamento deve ser feito pelos canais oficiais da CETESB, que reúne dados de estações distribuídas pela capital e pelos municípios da região metropolitana. O índice é atualizado com base no poluente que apresenta a pior condição em cada estação.

Como interpretar o índice de qualidade do ar

A classificação utilizada pela CETESB é dividida em faixas. Índices de 0 a 40 correspondem à qualidade boa; de 41 a 80, à qualidade moderada; de 81 a 120, à qualidade ruim; de 121 a 200, à qualidade muito ruim; e acima de 200, à qualidade péssima.

Na faixa boa, não são esperados efeitos relevantes para a população em geral. Na faixa moderada, pessoas mais sensíveis, como crianças, idosos e quem tem doenças respiratórias ou cardíacas, podem apresentar tosse seca, cansaço ou piora de sintomas preexistentes.

Quando o índice sobe para as faixas ruim, muito ruim ou péssima, os efeitos podem atingir um número maior de pessoas. Entre os sinais possíveis estão irritação nos olhos, nariz e garganta, tosse, dificuldade para respirar e agravamento de quadros como asma, bronquite e rinite.

Quem precisa redobrar a atenção

Grupos sensíveis devem acompanhar as medições com maior frequência. Fazem parte desse grupo crianças, idosos, gestantes, pessoas com asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, bronquite, rinite, doenças cardiovasculares ou outras condições que afetem a respiração e a circulação.

Em períodos de pior qualidade do ar, esses grupos devem reduzir atividades físicas intensas em locais abertos, especialmente perto de vias movimentadas. A recomendação também vale para pessoas que apresentem sintomas durante exercícios, mesmo sem diagnóstico de doença respiratória.

Cuidados em dias secos ou poluídos

Quando a qualidade do ar estiver ruim, é indicado diminuir o tempo de permanência ao ar livre e evitar esforço físico intenso. Manter a hidratação, deixar os ambientes limpos e arejados e reduzir a exposição à fumaça, poeira e queimadas também ajuda a limitar a irritação das vias respiratórias.

A baixa umidade pode provocar ressecamento do nariz, da garganta, da pele e dos olhos. A Prefeitura de São Paulo orienta aumentar a ingestão de líquidos, permanecer em locais protegidos do sol e, quando necessário, utilizar soro fisiológico nas narinas ou solução lubrificante ocular. Em níveis muito baixos de umidade, deve-se evitar exercícios ao ar livre e aglomerações.

Umidificadores e recipientes com água podem ser usados com cuidado, desde que o ambiente não fique excessivamente úmido e que os equipamentos sejam higienizados para evitar a proliferação de microrganismos.

Onde consultar informações confiáveis

Além do mapa em tempo real, a CETESB publica boletins diários com o resumo das condições registradas nas estações e a previsão de dispersão dos poluentes. A população também pode consultar orientações da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo e informações do Ministério da Saúde sobre poluição atmosférica.

Falta de ar intensa, dor no peito, confusão, lábios arroxeados ou piora rápida de uma doença respiratória exigem atendimento médico imediato. Pessoas que já fazem tratamento devem seguir a prescrição e procurar um serviço de saúde diante de sintomas persistentes ou diferentes do habitual.