A participação dos jovens na política paulista ganhou novo impulso com a aproximação das Eleições 2026. No estado de São Paulo, mais de 180 mil pessoas entre 16 e 17 anos poderão votar no pleito marcado para 4 de outubro. Nessa faixa etária, o alistamento eleitoral e o voto são facultativos.
O número é superior ao registrado nas Eleições Municipais de 2024, quando aproximadamente 167 mil adolescentes de 16 e 17 anos estavam aptos a votar. Ainda assim, fica abaixo do patamar de 2022, quando cerca de 358 mil jovens dessa faixa etária participaram do cadastro eleitoral, segundo dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). (tre-sp.jus.br)
Primeiro voto e formação cidadã
O primeiro contato com as urnas é uma das principais portas de entrada dos jovens na vida política. Pela legislação eleitoral, adolescentes podem solicitar o título a partir dos 15 anos, mas precisam completar 16 anos até o primeiro turno para votar. A partir dos 18 anos, o alistamento e o voto passam a ser obrigatórios para pessoas alfabetizadas, conforme as regras constitucionais.
Em 2026, dados prévios do TRE-SP indicaram que mais de 45% dos alistamentos eleitorais realizados no estado foram feitos por pessoas de 15 a 17 anos. Dos mais de 598 mil títulos emitidos até o fechamento do cadastro, cerca de 271 mil pertenciam a jovens dessa faixa etária. (tre-sp.jus.br)
Além da emissão do título, a formação política envolve o entendimento sobre o funcionamento das instituições, as atribuições dos cargos públicos e a importância do acompanhamento das decisões tomadas por representantes eleitos. Esse processo também ocorre em escolas, grêmios estudantis, organizações comunitárias e espaços de debate promovidos por entidades civis.
Escolas e Justiça Eleitoral ampliam ações
O TRE-SP desenvolve iniciativas voltadas à educação cidadã de estudantes. Entre as ações estão atividades em escolas públicas, simulações de votação e a distribuição do Guia do Jovem Eleitor, elaborado para explicar o processo eleitoral em linguagem acessível.
Em uma atividade realizada na capital paulista, estudantes participaram de uma votação simulada em urna eletrônica e receberam informações sobre a história das eleições, o sistema representativo e os cargos em disputa. A Justiça Eleitoral também apoia eleições de grêmios estudantis e, em alguns casos, combina essas atividades com a emissão do primeiro título e a coleta de biometria. (tre-sp.jus.br)
Participação vai além do voto
A presença dos jovens na política não se limita ao comparecimento às urnas. A participação também pode ocorrer pelo acompanhamento de políticas públicas, pela fiscalização de mandatos, pela atuação em entidades estudantis, por consultas públicas e por debates sobre temas que afetam diretamente essa parcela da população.
O desafio é transformar o interesse pontual pelo primeiro voto em participação contínua. Para isso, informações confiáveis, transparência institucional e espaços de diálogo são importantes para aproximar a juventude das decisões públicas e reduzir a distância entre eleitores, representantes e órgãos do Estado.
Nas Eleições 2026, São Paulo terá o maior eleitorado do país, com 34.104.226 pessoas aptas a votar. Nesse cenário, a participação dos jovens representa uma parcela específica, mas relevante, da renovação do eleitorado e da construção da cultura democrática no estado. (tse.jus.br)