Os cuidados com a saúde dos animais domésticos vão além de oferecer comida e abrigo. Cães e gatos precisam de acompanhamento veterinário, vacinação, alimentação equilibrada, ambiente seguro e atenção diária ao comportamento. Essas medidas ajudam a prevenir doenças, identificar alterações precocemente e proteger também a saúde das pessoas que convivem com os animais.
A orientação vale para tutores de todo o Estado de São Paulo e deve ser adaptada à idade, à espécie, ao porte, à raça e às condições clínicas de cada animal. Em caso de dúvida, a recomendação é procurar um médico-veterinário.
Vacinação deve seguir orientação veterinária
A vacinação é uma das principais formas de prevenção de doenças em cães e gatos. O calendário depende da espécie, da idade, do histórico de vacinação e do risco de exposição. A vacina contra a raiva é especialmente importante por se tratar de uma zoonose. Em São Paulo, a orientação técnica estadual recomenda a vacinação antirrábica de cães e gatos a partir dos três meses, com revacinação a cada 12 meses.
O tutor deve manter a carteira de vacinação atualizada e evitar atrasos nos reforços. Filhotes, animais idosos, gestantes ou com doenças crônicas podem precisar de avaliação específica antes da aplicação de qualquer vacina.
Alimentação, água e atividade física
Ofereça alimento adequado à espécie e à fase da vida, em quantidade compatível com o peso e o nível de atividade. Água limpa e fresca deve estar disponível permanentemente. Restos de comida, alimentos gordurosos e produtos inadequados podem causar intoxicações, obesidade e problemas digestivos.
Cães precisam de passeios e atividades compatíveis com sua condição física. Os passeios devem ocorrer com coleira e guia, enquanto gatos devem permanecer em ambientes protegidos, com telas em janelas e sacadas. Brincadeiras, enriquecimento ambiental e interação também contribuem para a saúde mental dos animais.
Higiene e prevenção de parasitas
A limpeza do ambiente, a remoção correta das fezes e o controle de pulgas, carrapatos e parasitas internos fazem parte da prevenção. Vermífugos e produtos antiparasitários devem ser escolhidos com orientação profissional, porque medicamentos próprios para cães podem ser perigosos para gatos e vice-versa.
Nos gatos, a caixa de areia deve ser higienizada com frequência. Banhos, escovação dos pelos e cuidados com unhas devem respeitar as necessidades de cada animal. A escovação dos dentes, preferencialmente orientada por um veterinário, ajuda a reduzir o acúmulo de tártaro e problemas periodontais.
Consultas e sinais de alerta
Mesmo quando parece saudável, o animal deve passar por avaliações periódicas. O acompanhamento permite revisar vacinas, peso, saúde bucal, prevenção de parasitas e necessidade de exames. A orientação do CRMV-SP destaca a importância da rotina de higiene bucal e do acompanhamento profissional.
Procure atendimento rapidamente diante de falta de ar, sangramentos, convulsões, vômitos persistentes, diarreia intensa, dificuldade para urinar, dor evidente, prostração, intoxicação ou suspeita de atropelamento. O tutor não deve oferecer medicamentos humanos nem tentar tratar o animal por conta própria.
Guarda responsável também protege a família
Manter cães e gatos vacinados, evitar o acesso livre à rua, controlar a reprodução e buscar atendimento após mordidas ou arranhões são atitudes que reduzem riscos de zoonoses. O Ministério da Saúde recomenda a vacinação dos animais e cuidados diante do contato com animais desconhecidos, doentes ou silvestres.
Identificação por plaqueta e, quando possível, microchip também facilita a localização em caso de fuga. A responsabilidade pelo animal inclui cuidados veterinários durante toda a vida, além de um ambiente seguro, limpo e compatível com suas necessidades.