Os cuidados com a saúde durante a gravidez começam assim que a gestação é confirmada — ou mesmo quando há suspeita. O acompanhamento pré-natal permite monitorar a saúde da gestante e do bebê, identificar fatores de risco e orientar medidas de prevenção. No Sistema Único de Saúde (SUS), a recomendação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) o mais cedo possível, preferencialmente até a 12ª semana de gestação.
O Ministério da Saúde informa que o pré-natal inclui consultas regulares, avaliação clínica, exames, vacinação, orientações e encaminhamento para serviços especializados quando necessário. A frequência das consultas varia conforme a fase da gestação e as condições de saúde da mulher.
Comece o pré-natal o quanto antes
Na primeira consulta, a equipe de saúde reúne informações sobre o histórico da gestante, verifica a pressão arterial, o peso e outros aspectos clínicos, além de avaliar possíveis riscos. Também podem ser solicitados exames como hemograma, glicemia, tipagem sanguínea e fator Rh, testes para sífilis, HIV e hepatites virais, exame de urina e ultrassonografias conforme a indicação profissional.
A gestante deve levar exames anteriores, informar doenças preexistentes e comunicar todos os medicamentos, suplementos e substâncias que utiliza. A Caderneta Brasileira da Gestante deve acompanhar o atendimento e ser mantida atualizada.
Alimentação, suplementos e medicamentos
Uma alimentação variada, com frutas, verduras, legumes, feijões, cereais e fontes de proteínas, contribui para a saúde materna e o desenvolvimento do bebê. A gestante deve seguir as orientações da equipe de saúde sobre ácido fólico, ferro, cálcio ou outros suplementos. A necessidade e a dose dependem da avaliação individual.
Não é seguro iniciar, interromper ou alterar medicamentos por conta própria. Mesmo remédios vendidos sem receita, chás, produtos naturais e suplementos podem exigir avaliação durante a gravidez. Álcool, cigarro e outras drogas devem ser evitados. A proteção contra mosquitos, com medidas recomendadas pelos serviços de saúde, também é importante em áreas com circulação de dengue, chikungunya ou zika.
Vacinação faz parte do pré-natal
A situação vacinal deve ser conferida nas consultas. Conforme o calendário vigente e a avaliação profissional, podem ser indicadas vacinas como influenza, dTpa, hepatite B e outras previstas para a gestação. Em São Paulo, a orientação é procurar uma UBS e apresentar a carteira de vacinação para que a equipe confira as doses necessárias.
As recomendações podem mudar de acordo com a idade gestacional, o histórico vacinal e as condições clínicas. Por isso, a gestante não deve seguir listas genéricas sem confirmar a indicação com um profissional.
Conheça os sinais de alerta
Procure atendimento imediatamente se houver sangramento vaginal, perda de líquido, dor abdominal forte ou persistente, febre igual ou superior a 37,8 °C, dor de cabeça intensa, alteração na visão, pressão elevada, inchaço repentino no rosto ou nas mãos, falta de ar, dor no peito, convulsão, desmaio ou redução importante dos movimentos do bebê.
Em caso de emergência, a gestante deve procurar a maternidade de referência ou um serviço de urgência. Quando houver risco imediato ou dificuldade de deslocamento, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser acionado pelo número 192. Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de uma equipe de saúde.