O uso diário de celulares, computadores, tablets e televisores faz parte da rotina de trabalho, estudo e lazer. Quando a exposição ocorre por longos períodos, sem pausas e em ambientes inadequados, podem surgir sintomas como olhos secos, ardor, vermelhidão, lacrimejamento, dor de cabeça e visão embaçada. Esses sinais são associados à fadiga visual digital e não devem ser ignorados.
Segundo o Ministério da Saúde, a exposição excessiva às telas pode causar ressecamento dos olhos, cansaço visual e distúrbios do sono. A orientação não é abandonar os dispositivos, mas adotar hábitos que reduzam o esforço visual e manter avaliações periódicas com um oftalmologista.
Faça pausas durante o uso das telas
Uma medida prática é aplicar a regra 20-20-20: a cada 20 minutos, desviar o olhar da tela e observar, por pelo menos 20 segundos, um objeto distante. A recomendação é divulgada pela Academia Americana de Oftalmologia como forma de diminuir o esforço de foco durante o trabalho no computador.
Também é importante piscar com frequência. A concentração diante da tela costuma reduzir o número de piscadas, o que favorece a evaporação da lágrima e a sensação de areia nos olhos. Sempre que possível, faça pequenas pausas para levantar, alongar o corpo e descansar a visão.
Ajuste a posição e a iluminação
O monitor deve ficar a aproximadamente um braço de distância, com a parte superior da tela na altura dos olhos ou ligeiramente abaixo. A tela não deve receber reflexos diretos de janelas ou luminárias. Ajuste o brilho e o contraste para que a leitura seja confortável, sem deixar o ambiente completamente escuro.
No celular e no tablet, aumente o tamanho da fonte quando necessário e evite aproximar o aparelho excessivamente do rosto. A posição adequada ajuda a reduzir o esforço visual e também pode prevenir dores no pescoço e nos ombros relacionadas à postura.
Cuide do ressecamento e evite a automedicação
Em caso de secura ou irritação, não use colírios por conta própria, especialmente produtos com medicamentos. O Ministério da Saúde alerta que a automedicação deve ser evitada e que o uso inadequado de determinados colírios pode provocar complicações. Um profissional pode avaliar a causa do desconforto e indicar o tratamento apropriado.
Usuários de lentes de contato devem redobrar a atenção à higiene e respeitar o tempo de uso recomendado. Quando houver desconforto, pode ser necessário retirar as lentes e utilizar os óculos, conforme orientação profissional.
Quando procurar um oftalmologista
Visão embaçada persistente, dor, vermelhidão frequente, sensibilidade à luz, lacrimejamento excessivo ou dificuldade para enxergar devem ser avaliados. O Ministério da Saúde recomenda procurar atendimento especializado diante de alterações na visão e manter consultas regulares, mesmo quando não há queixas.
Aplicativos e testes digitais podem ajudar a identificar uma possível dificuldade visual, mas não substituem a consulta. A avaliação oftalmológica é necessária para verificar o grau dos óculos, a saúde da superfície ocular e a existência de doenças que podem evoluir sem sintomas no início.