Bertioga e a Mata Atlântica formam uma paisagem marcada pelo encontro entre mar, rios e floresta. No litoral de São Paulo, o município reúne 33 quilômetros de praias, áreas de restinga, manguezais e trechos de mata associados à Serra do Mar. Essa diversidade transforma a cidade em um dos principais destinos de natureza da Baixada Santista.
Mais do que compor o cenário turístico, a vegetação nativa exerce papel importante na proteção dos rios, na estabilidade do solo e na manutenção da biodiversidade. O município possui áreas submetidas a diferentes categorias de proteção ambiental, incluindo o Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Bertioga, o Parque Estadual Restinga de Bertioga, a Área de Proteção Ambiental Marinha do Litoral Centro e reservas particulares. (bertioga.sp.gov.br)
Praias cercadas por vegetação nativa
As praias de Bertioga apresentam características variadas. A Enseada concentra uma faixa extensa de areia e áreas de águas mais calmas. Itaguaré, Guaratuba e Boraceia oferecem paisagens mais associadas à vegetação de restinga e a trechos de menor urbanização, embora cada local tenha regras e condições próprias de acesso.
Na Praia de Guaratuba, o encontro do rio com o mar cria uma paisagem cercada pela vegetação do Parque Estadual Restinga de Bertioga. A praia tem cerca de oito quilômetros de extensão e fica na altura do quilômetro 198,5 da Rodovia Rio-Santos. O acesso passa por área privada, mas a faixa de areia é de uso público, conforme informações da Prefeitura de Bertioga. (bertioga.sp.gov.br)
Rios, manguezais e biodiversidade
A rede hidrográfica é outro elemento central da paisagem. Entre os principais cursos d’água estão os rios Itapanhaú, Itaguaré e Guaratuba. Também se destacam os rios Itatinga e Jaguareguava, que contribuem para a formação de canais e áreas de água salobra, ambientes favoráveis ao desenvolvimento de manguezais.
Esses ecossistemas funcionam como áreas de abrigo e alimentação para diversas espécies e ajudam a proteger a costa contra processos de erosão. A combinação entre rios, mangues, restingas e mata de encosta também cria condições para atividades de observação de aves, educação ambiental e turismo de aventura. (bertioga.sp.gov.br)
Trilhas e ecoturismo
O contato direto com a Mata Atlântica ocorre principalmente por meio das trilhas autorizadas em unidades de conservação. A Trilha do Guaratuba e a Trilha d’Água atravessam ambientes como restinga, manguezal, mata de encosta e floresta ombrófila densa. Os percursos incluem trechos de caminhada, travessias e áreas de banho em rios ou cachoeiras, de acordo com as condições e regras de cada roteiro.
Outra opção é a Trilha Terrestre Rio Jaguareguava, localizada no Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Bertioga. O trajeto tem aproximadamente três quilômetros de ida e volta e acompanha as margens do rio, com possibilidade de observação de aves, contato com a mata ciliar e visita a vestígios históricos da ocupação regional. A condução por profissionais autorizados é obrigatória. (bertioga.sp.gov.br)
Conservação como desafio permanente
A presença de áreas protegidas não elimina os desafios ambientais. O crescimento urbano, a pressão sobre os recursos hídricos, o descarte irregular de resíduos e a visitação sem controle podem afetar ambientes sensíveis, sobretudo a restinga e os manguezais.
Para orientar ações de proteção e recuperação, Bertioga elaborou um Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, com diagnóstico da vegetação, identificação de áreas prioritárias e medidas de uso sustentável. A conservação da floresta, portanto, está diretamente ligada à qualidade das praias, dos rios e das experiências de ecoturismo oferecidas no município. (bertioga.sp.gov.br)








